sábado, 2 de junho de 2012

10 - O Retorno da Energia


O dia amanheceu nublado, um friozinho gostoso para ficar em frente à lareira lendo um livro e brincando com as crianças. Mas havia muito a fazer, preparativos para alguns eventos importantes. Meu marido ainda dorme. Ele andou algumas vezes durante a noite. Ele tem uma grande sensibilidade, mas não acredita muito em energias, cristais, só em sua fé. Isto pode ser ruim, ele se torna vulnerável se houver descuido. Contudo, por sua sensibilidade, deve ter sentido alguma coisa, que eu não consegui compreender. Deixo-o dormindo. E vou para a sala tomar café. Chegando lá encontro Pai Oma.
- Houve um óbito Rainha, avisa Pai Oma.
- Fico estática. Quem? Ele me diz quem. Não conheço a pessoa. Sei que ela é conhecida de amigos. Mas o que ela tem a ver conosco?
- Foi o retorno da energia Diana. O ataque que foi sofrido por ti e pelo Calatriel. Enviamos a energia de volta. Ela não teve a mesma estrutura e a mesma proteção de vocês. O impacto foi muito forte e ela não resistiu.
- Mas por que ela morreu? Não poderia ter ficado com dor de cabeça, estômago, indisposta?
- Não Diana. A energia que veio foi para matá-los, a ti e a Calatriel, voltou da mesma forma que veio.
- Mas o que esta pessoa tem com isto? Os outros, a grande maioria deles, sabemos quem são, apesar de não conseguir entender o que querem com isto, mas não vejo relação desta pessoa conosco.
- Saberemos Diana, saberemos.
Caio no choro, nunca esperei passar por isto. NUNCA.
Pai Oma me diz que a vida é assim, as pessoas têm escolhas, mas quando preferem fazer o mal, devem esperar por ele também. Todos os que prejudicam o outro de alguma maneira recebem parte da carga negativa na hora. O que acontece é que muitas não esperam o retorno de toda a energia tão rápido. Desde os tempos imemoriais quem mexia com rituais mágicos sabia que o retorno podia acontecer em até sete gerações. Pensavam que por isto estavam livres e deixavam com outros o infortúnio de receber uma energia que sequer sabiam de onde vinha. Mas a frequência da Terra está mudando, seu nível vibracional também, e o retorno está se dando mais rápido, para muitos, ainda nesta passagem terrena. Sem contar os pequenos sentimentos diários, inveja, rancor, ódio, que prejudicam a todos e a maioria não se dá conta de que algumas indisposições são sentimentos negativos que acabaram captando. Por vezes se chega bem em um lugar e de repente uma dor de cabeça, tontura, uma pontada no pescoço, um mau jeito. Tudo energia negativa. Sem contar depressões, síndromes do pânico, tudo energético. E que, a cada energia mandada de volta, saberemos quem estava participando, alguma notícia teremos, assim como a deste óbito. Não existem ‘coincidências’, tudo faz parte de um Plano Superior.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

9 - O mini "Felícia"



Temos o hábito de ler muito aos nossos filhos, especialmente à noite antes de dormirem. É claro que esta noite Pedrinho não queria dormir, mesmo ouvindo histórias. Queria saber o motivo de nosso afastamento do Reino. Calatriel calmamente contou o que tínhamos feito, para decepção de Pedrinho. A cada frase de Calatriel seu semblante ia ficando mais fechado e tristonho. Para nós era engraçado ver as caretas que ele ia fazendo, para ele uma desilusão. Como ele queria que tivéssemos trazido algum bichinho. Ele já teve tantos bichinhos pouco recomendáveis. Duraram pouco tempo, que fique claro. Bastava alguém desconfiar do sumiço de Pedrinho ou notar que o palácio estava silencioso demais para perceber que algo acontecia, que ele estava aprontando.  Sempre que descobríamos algum ele saia correndo atrás de nós prometendo que não ia machucá-lo e que era injusto tirarmos o ‘seu’ bichinho. Ele já teve variados tipos de cobra, aranhas, lagartos, insetos os mais diferentes e exóticos, apareceu até com um morcego dentro do casaco, disse que o ‘amigo’ estava com frio e precisava ficar agasalhado. Nunca entendi bem por que estes bichos nunca o tinham mordido, arranhado, esmagado. Karina me disse que é porque o jeito “Felícia” dele ser assustava tanto os bichos que eles queriam ir logo embora. Assim como ela, ele ama intensamente os bichinhos, não que ele os maltrate, ele não o faz, ele só tem este jeito peculiar de ser. Adora animais exóticos.





Também adora patos. Tem dois especiais o Sissifuchi e o Fofuchinho. Então conseguimos levá-lo para a cama. Contei histórias e cantei com ele. Infeliz a minha idéia de cantar a música do boi da cara preta e fazer uma analogia com o bicho papão. Achei que não tinha problemas, afinal ele é tão destemido. Não demonstra medo. Pela manhã o encontramos agarrado ao travesseiro embaixo da cama e com as portas dos armários abertas. Perguntei a ele o que significava aquilo e ele calmamente me explicou que ficou ali para encontrar o ‘amigo’ bicho papão. Ele só queria brincar.