Chegando a sala de jantar fomos
recebidos com muitas vozes, todas querendo saber do acontecido. Como Pedrinho e
Beatriz estavam junto, praticamente falamos por códigos deixando para conversar
melhor após a saída de Pedrinho, óbvio. Ele estava exultante, tinha podido
participar do preparo das panquecas e dizia feliz da vida que tinha adorado sua
cor escura em virtude da cerveja preta. É que as panquecas quando feitas com
água ficam leves, com leite ficam fofinhas e com cerveja ficam leves e
fofinhas. Maria Padilha colocou um avental/ Dolmã e um chapéu de Chef/ Toque Blanche em Pedrinho e ele ficou
tão maravilhado de ter podido ajudar que mal comeu, o que é estranho vindo
dele. Ajudou a peneirar os ¾ de copo de farinha de trigo e a medir o copo de
cerveja malzbier. Adorou as colheres
medidoras e usou a de sopa para medir o azeite de oliva. Teve ajuda para
quebrar o ovo e queria saber a ordem certa de colocar os ingredientes na
tigela/ bowl. E fez questão de nos
explicar, farinha, ovo, vai mexendo com o batedor/ fouet, acrescentando a cerveja aos poucos, o azeite, pimenta
branca, sal, noz moscada, ervas do quintal, ele também ajudou a colher. E que
festa!!! Ajudou também a colocar o louro preso com dois cravos da Índia na
cebola que pôs em uma panela com o litro de leite para fazer o Molho Bechamel.
Também ajudou a contar as dez colheres de sopa rasas de farinha e a
peneirá-las, bem como as oito colheres de sopa de azeite de oliva, sal a
gosto/QB e noz moscada. Nos contou extasiado que para o molho não criar
‘bolinhas’ Maria Padilha o tinha ensinado a deixar o leite, junto com a cebola
‘enfeitada’, quase ferver e acrescentar aos poucos no roux. O roux é uma
mistura feita com partes de farinha e manteiga, nós a substituímos por azeite
de oliva, sendo à base de muitos preparos da culinária francesa. E escolheu o
recheio, queijo e presunto, que dúvida! Maria Padilha salpicou umas nozes e um
queijo gorgonzola sob protestos, mas ele disse que ‘até que ficou gostoso’!!!
Lembrou de trazer o queijo grana e o ralador pequenino, pois disse que assim
Beatriz poderia ajudar. Qual nada é ele quem adora o utensílio. Pediu para ter
um suco de amora com gengibre e laranja, delicioso, ele sabe que Calatriel
gosta de sucos exóticos e o estava agradando esta noite. Talvez porque
acreditasse que nossa demora tivesse sido em decorrência de algum animal
exótico e ele estava curiosíssimo para ter acesso à informação.
O Petit Gateau é um delicioso bolinho de chocolate, servido quente, com coulis de morango, sorvete de creme e folhas de hortelã. Assim que se coloca a colher no bolinho para degustá-lo sai o chocolate derretido e é uma verdadeira delícia aos sentidos saboreá-lo. Da mesma forma é o Reino do Petit Gateau, um Reino cheio de delícias e aberto a todas as pessoas de Boa Vontade. Sejam Bem-vindos...
quinta-feira, 31 de maio de 2012
quarta-feira, 30 de maio de 2012
7 - A ausência
-Mãezinha, mãezinha... Ele corre ao
meu encontro com suas bochechas rosadas, os cabelos ainda molhados de suor.
-Que saudade mãezinha, onde tu
estavas?
Eu e Calatriel estávamos fora em uma
importante reunião.
Agora nós temos que nos encontrar com
o Pai Oma. Brinques mais um pouco que depois vamos jantar.
Pai Oma vem depressa ao nosso encontro.
Passamos apressados ao salão do cristal. Calatriel lhe informa que sofremos um
violento ataque psíquico, mas de quem e por que ainda não sabemos. Pai Oma já
sabia e nos contou. E nos disse que já devíamos estar acostumados, afinal, como
trabalhadores da luz seremos sempre atacados pelos seres que não querem que
nosso trabalho se realize. Reajo quase que violentamente. Afinal, cadê a nossa
proteção? E a Divina Providência? Ele, com sua calma habitual, nos diz que esta
missão foi uma escolha de nossa alma e que a Providência está sim de olho.
Tanto que neste momento em que estamos trabalhando aqui, há seres estelares
providenciando, inclusive em outras dimensões, o aumento do nível vibracional
da Terra e o escudamento dos trabalhadores da luz. Fizemos um grande trabalho
de limpeza. Usamos os conhecimentos de Pai Oma e dos nossos para a limpeza e
para impedir que tais energias pudessem comprometer nossos projetos. Mas
confesso, de tão difícil que é levar uma vida “normal” tendo tamanha
responsabilidade, que muitas vezes a vontade de desistir sobrevém à vontade de
realizar. Por fim Pai Oma nos disse que com o tempo tais situações nem nos
afetarão, é uma questão de colocarmos atenção aos acontecimentos. Fizemos
questão de lhe lembrar, como se ele tivesse culpa, que nos últimos anos
sofremos vários ataques mágicos, rituais de avultamento – no candomblé se diz
queimação, fomos recolhendo obsessores – por nós carinhosamente apelidados de
OBs, sem contar os ataques psíquicos. Ele, sem perder a calma, nos disse, é,
quando nossa alma tem dificuldade em se adequar ao físico, a se lembrar de sua
missão ou a se colocar diante dos fatos, acabamos por sofrer eventos que nos
tragam de volta ao nosso caminho. É o famoso aprender pela ‘dor’, que creio ser
profundamente desagradável, sempre preferi aprender pelo amor. Como estamos nos adaptando com este trabalho
há pouco tempo, ainda somos pegos de surpresa com muitas situações. Indo para a
sala de jantar nos pegamos rindo e pensando que, se outros pudessem nos ouvir,
teriam certeza de que somos loucos. Imagine se alguém nos ouvisse no
supermercado:
-Diana, senti uma fisgada no meu
pescoço do lado direito. É um OB.
-Espera que eu já retiro com a chama
violeta.
No mínimo seríamos olhados com
estranheza, afinal, um homem usando OB.
Com toda certeza pensariam que teríamos usado alguma substância ilícita.
Problema seria se alguém pedisse um pouco.
terça-feira, 29 de maio de 2012
6 - Os Amigos
-Não, não e não.
-Pedrinho meu amor a mamãe precisa
saber o porquê desta choradeira toda.
-Eu já disse que não falo.
Ouço passos largos e apressados, era
Karina. Já pude imaginar do que se tratava. Devia ser algum ‘amigo’ do
Pedrinho.
-Aconteceu alguma coisa Karina?
Perguntei já sobressaltada.
-Ah, foi o menino com um novo ‘amigo’,
ou ‘monstro’, como queirrrrrra.
-Era meu amigo sim, e vocês nunca me
deixam ficar muito tempo com eles. Saindo emburrado. Voltou em seguida no
encalço de uma copeira que trazia suco de ameixa com hortelã e bolinhos de
cenoura com cobertura de chocolate.
-Errrra uma tarrrântula, disse Karina.
Tentei não esboçar tanto horror na
minha fala e limitei a dizer a Pedrinho:
-Meu amor é perigoso.
-Mas mãezinha eu J U R O que não ia
machucá-la.
Ficamos incrédulas, eu e Karina...
Respirei fundo, dei-lhe um abraço e um
beijo e disse:
-Meu amor a mamãe fica preocupada é
contigo!
-Crrrrrrrrrrrrrrrrrrianças, sai
bufando Karina.
Ele era assim. Gostava de animais
exóticos e os chamava a todos de ‘amigos’. Quem éramos nós para dizer que não
podiam ser? Aos olhos das pessoas normais eram até criaturas assustadoras, para
ele, eram lindos. O que concluímos por este seu gosto é que, no fim, quem tinha
medo eram os animais, que acabavam sempre por fugir do Pedrinho.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
5 - A Cachoeira
Houve certa tensão no reino. Pessoas
foragidas de uma penitenciária próxima estiveram por ali, pegaram alguns
animais e legumes, nenhum objeto levado ou pessoa molestada. Mas a preocupação
instalou-se e um clima de apreensão tomou conta do lugar. Pai Oma nos pediu
para mantermos nossa atenção no nível vibracional do Reino. E nos pediu para
irmos a uma cachoeira, para nos purificar e pedir aos elementais e aos
protetores para que cuidassem da população e os deixasse com o coração leve.
Fomos. Pedrinho fez um pouco de manha, mas logo aceitou ler uns livros com seu
pai, desde que, pudesse comer umas coxinhas e um bolo de morango. Ai, este
menino... Pedimos proteção a Mãe Maria e a toda corte celeste, como rezava
minha avó. E eles sempre nos atendem. Chegamos à cachoeira e rezamos. Molhamos
nossos pés, lavamos nossos cristais e nos sentimos em comunhão com a energia
maravilhosa que emana da água, das pedras, das plantas. O ar é mais fresco e dá
a sensação de nos limpar por dentro. Colhemos colônia, ela tem um perfume
adocicado e é calmante. Também serve como diurética em um chá quentinho e
aromático. E ela nos limpou e desejou caminhos perfumados. Sentimos como se não
houvesse nenhum motivo de preocupação e desejamos que cada pessoa fosse também
abençoada com aquele perfume e aquela proteção que sentimos. Mãe Maria nos
atendeu. As pessoas começaram a se despreocupar e o clima de paz e harmonia em
pouco tempo foi restabelecido. Muito obrigada minha Mãe Maria, à Senhora e a
toda Corte Celeste que vem sempre em nosso benefício, AMÉM!
domingo, 27 de maio de 2012
4 - A apresentação
A apresentação dos alunos de Karina
foi linda. As pessoas presentes exultaram de alegria e satisfação por tamanha
beleza e sensação de paz e plenitude. Por fim, após tantos pedidos, Karina
cedeu e nos presenteou com uma linda canção de sua terra natal. Ainda que nada
entendêssemos daquela língua que nos é tão distante, pudemos sentir em nossos
corações e almas a força e o calor de suas palavras. Sua música nos encheu de
uma energia tão revigorante, que era como se tivéssemos sido ligados na tomada.
Ao mesmo tempo em que nos permitiu um relaxamento que nos fez pensar que
tivéssemos passado por um banho nas águas termais de Santo Amaro da Imperatriz.
Sua voz é cristalina, aveludada, sua interpretação tocante e sua composição,
ainda que não entendamos, é facilmente compreendida por nossos corações e, no
fim, isto é que importa. Ela conseguiu mais uma vez. Ela foi ovacionada. Saímos
de lá emocionados com esta amiga tão talentosa e tão zelosa para que outros
tenham as mesmas possibilidades de cantar como ela teve. Fomos comemorar.
-Mãezinha estou com fome, faz sopa?
-Vamos fazer um risoto, pode ser?
-Pode sim mãezinha! Adoro risoto.
Passamos a cozinha. Maria Padilha já
estava com os queijos cortados, creme de leite fresco, manteiga, manjericão
roxo, tomilho, alecrim, nossa... Que perfume maravilhoso.
Risotos podem ser feitos com 4 tipos
de arroz: Arbório, Carnaroli, Roma e Vialone Nano. Eles têm mais amido que os
outros e tornam o molho/caldo mais cremoso. Risoto significa sopa enxuta e é
tradição dos italianos do norte. Como minha família vem de Mantova/ Mantoa,
acabei por me apaixonar por este prato.
Para cada xícara de arroz, três de
água. Esta água deverá ser utilizada para fazer um caldo, que deve ser
acrescentado de quando em quando, já que o risoto italiano deve ser mexido
durante seu preparo para liberar amido aos poucos. Neste caldo colocamos
pimentão verde, sem sementes; cebola com uma folhinha de louro presa por dois
cravos; cenoura e folhas de alho poró.
Picamos alho poró, alho e cebola em brunoise, e os levamos para saltear,
colocamos o arroz e cachaça de São Pedro de Alcântara até cobrir o arroz. E nos
colocamos a mexer. A esta altura Pedrinho já tinha pedido bolo de morango, de
banana, coxinha de galinha, pão de trigo com presunto e queijo e uma infinidade
de outras comidas. Ficou um tanto emburrado por termos lhe dito que iria
esperar o risoto ficar pronto até que viu uma aranha e saiu correndo para
brincar com ela. Nem tenho dúvidas que a aranha detestou a companhia.
Enquanto isto, o risoto fica pronto em
cerca de 25 minutos, íamos conversando sobre a apresentação. Karina ficou tão
emocionada que já estava vermelha de tanto chorar. Roberto que não é de beber
apareceu com garrafas de espumante Terranova
para brindarmos. Creio que Karina deva ter bebido muito rápido, pois sua língua
que já é enrolada ficou ainda mais, fazendo com que Pedrinho risse muito dela,
obviamente escondido. Ao término do preparo do risoto acrescentamos três tipos
de queijo, fica sempre a critério de quem vai fazer e do que localizamos na
geladeira, afinal, tudo deve ser reaproveitado. Colocamos também um pouco do
creme de leite/ nata e cobrimos a panela por uns três minutos ou até que
Pedrinho reclame, o que pode levar um minuto. Ralamos em cada prato um pouco de
queijo grana padano, delícia! Karina
estava nas nuvens, de emoção e das tulipas de espumante. Ela, justo ela, que
nunca se permitia extravasar nenhum sentimento. Ficamos felizes, muito felizes
pela Karina, e no íntimo, por nós, afinal de contas o show mexeu com todos e no
fim nossos corações ficaram mais leves e felizes.
sábado, 26 de maio de 2012
3 - O dia de Congraçamento
Uma vez por mês a Rainha e o Príncipe
Regente preparam um evento para seus súditos. Neles tanto podem acontecer
palestras, cursos, shows, quanto simplesmente um piquenique nas praças. Isto
para que eles entendam a importância da vida em comunhão com a natureza e com
as outras pessoas. E é uma forma de já sensibilizá-los para a perspectiva de passar
a receber turistas. Planejar é, acima de tudo, cuidar. O planejamento consiste basicamente
em estabelecer aonde se quer chegar e traçar dia a dia a rota para se chegar
aonde se almeja. Ele pode ser feito em espaços de tempo diferenciados, curto,
médio e longo; ter espaços geográficos definidos, internacional, nacional,
estadual, regional, municipal; a administração ser pública, privada ou mista e
ser estratégico, tático ou operacional. Estes conhecimentos administrativos
passados aos gestores facilitam a prática de todas as atividades. Afinal um
local bem cuidado, bem planejado é tão bom para seus habitantes que até visitantes
e turistas acabam por usufruir. Infelizmente a maioria dos administradores e
gestores públicos ainda não compreendeu isto. E hoje haverá uma linda
apresentação de música dos alunos de Karina. Há um clima de mistério e fascínio
no ar, afinal são alunos de Karina e ela é muito exigente. E, assim como a
maioria das pessoas que adotou o Reino de Petit Gateau para morar, Karina
também faz parte dos Trabalhadores da Luz. Pessoas que vêm para estimular o
aumento vibracional das pessoas, seja em trabalhos de cura, trabalhos
artísticos ou mesmo em trabalhos que possam auxiliar o esclarecimento das
pessoas em sua área de trabalho. E entre seus alunos há um destes
trabalhadores. Pedrinho perambula de um lado a outro do coreto. De repente:
-Mãezinha, posso comer coxinha?
-Pedrinho meu amor, acabaste de comer
pão de trigo com manteiga, presunto, queijo e uma deliciosa xícara de café com
leite.
-Ah mãezinha, mas eu quero, continuo
com fome, muita fome. Já basta não terem me deixado ter um bichinho...
Silêncio sepulcral...
Que bichinho? Pergunto entre
assustada, horrorizada e curiosa.
Ao que Karina diz:
-Melhorrrrrrrrrrrrr não saberrr.
Ele rapidamente:
-Eu quero um jacaré mãezinha.
Nisto chega Metriak acompanhado de
Amanda. Eles trabalham com o raio verde da cura. Montaram um Centro Terapêutico
que trata da prevenção de doenças. Buscam a harmonização das pessoas com
diversas técnicas como Light Touch[1],
Acupuntura, Radiestesia, Apometria, Eteriatria, entre outras.
Metriak é sereno e ri de Pedrinho ao
lhe dizer:
-Jacarés mordem as pessoas.
Ao que Pedrinho responde:
-Mas eu gosto tanto deles... Mãezinha
me leva para ver um jacaré?
Como levá-lo para conhecer um jacaré é
muito mais fácil do que ‘dar-lhe’ um logo aceitei seu pedido. Até para que ele
possa ver que, um jacaré não caberia em seu quarto.
[1]
Light Touch (Method of Natural
Healing) curso levado por Raul Brugoni e Luciane Corona há Florianópolis em
novembro de 1991. Luciana e Raul são mestres de Reiki e junto com outros
mestres criaram o Light Touch.
sexta-feira, 25 de maio de 2012
2 - A Rainha do Petit
Sou jovem, alegre, tenho compaixão pelas pessoas, adoro cozinhar e amo minha linda família. Há percalços sim, quem não os têm? Recebi o Reino de Petit Gateau de herança de uma tia-bisavó que sequer sabia que existia. Ela era uma pessoa reservada, poder-se-ia mesmo dizer retraída, e que pouco fez para unir-se a família. Viveu em seu Reino absoluta e senhora de seus súditos. O Reino, pequenino, pouco mais de mil pessoas, seguia a margem do progresso que corria em seu redor. Parecia mesmo um Reino de contos de fadas. Tinha-se a sensação de que a qualquer momento sairia por detrás de alguma árvore um cavaleiro montado em seu cavalo e empunhando uma espada, pronto a salvar uma bela princesa do alto de uma torre. Tínhamos a impressão de que havíamos herdado um ‘elefante branco’. Até o dia em que Pedrinho, de sua maneira alegre e vivaz, tropeçou em um tapete e, ao se apoiar no grande espelho da sala de jantar, viu-se espantado com a enormidade da sala que apareceu por trás do espelho. Lá, bem no centro, havia um grande livro, imenso, para dizer a verdade, e nele toda a história do Reino, em várias e bem caprichadas letras. E lemos, extasiados, toda a vida de tantas rainhas que viveram para ajudar a aumentar o nível vibracional do planeta e das pessoas com as quais tinham oportunidade de encontrar. E ele estava ali, a nossa espera. A espera de que também escrevêssemos nossa história e nossa contribuição enquanto Trabalhadores da LUZ. Enquanto lemos maravilhados as mensagens de nossa Mãe Maria. Que pedia harmonia, fé e determinação para conduzirmos a missão a que nos propusemos. Caímos no choro, meu marido e eu, Pedrinho não entendia bem o que acontecia, mas nos abraçou e disse:
-Mãezinha, Paizinho, eu gosto muito de vocês!
E sua alma tão iluminada aqueceu nossos corações e nos deu a certeza de que a partir daquele momento era nosso o compromisso de escrever da melhor forma aquele lindo e imenso livro.
1 - O Reino
O Reino de Petit Gateau fica nas
montanhas, em um vale, ladeado pela linda Mata Atlântica, cuja população faz
questão de proteger. Possui ainda águas termais, benéficas para a saúde de
corpo e alma. Suas águas quentinhas correm por todo o Reino, em cada casa e em
cada praça e parque. Suas casas, construídas integradas a natureza, parecem
casas de boneca, feitas de madeira, pedras, tijolos e vidro para apreciar toda
a beleza natural. Seus jardins são harmoniosos e encantadores. As praças de
cada localidade possuem chafariz; coreto, onde ao entardecer os músicos se
apresentam e grandes gramados onde de quando em quando flores espiam para
trazer seu perfume e sua cor. Seu povo é muito amável e terno, recebendo com
alegria os visitantes que por ali passam.
No Reino de Petit Gateau vivem cerca
de mil pessoas. O sistema de governo é a Monarquia, sua Rainha, Diana é
casada com Roberto de Gobelin, Príncipe Regente. O casal real vive em grande
harmonia, são companheiros e trabalham, acima de tudo, com o coração. O
Príncipe é um estudioso, passa horas lendo e escrevendo, criando formas de
promover eventos de congraçamento de seus súditos. A Rainha por sua facilidade
de comunicação e grande carisma está sempre à frente de tais eventos. Para lhes
ajudar a manter a paz e harmonia do Reino os amigos Calatriel, Pai Oma, Karina,
as Marias, Srª M e Seu Miguel. Calatriel é um grande Mago, lida muito bem com
as artes mágicas e tem o poder de elevar a vibração de todos os que o ouvem
cantar, sua voz potente e aveludada é um bálsamo para a alma. Pai Oma é um
exímio conhecedor de ervas e encantamentos de sua longínqua e amada África. Seu
conhecimento é ancestral e a calma com que transmite seu conhecimento o torna
como um guardião dos saberes da medicina antiga. Karina é uma professora de
canto e considerada uma das mais belas vozes da Albânia, seu país de origem.
Filha de ciganos, desde novinha mostrou seu potencial vocal e por ter sido
criada em colégio de freiras possui educação refinada. No reino participa das
funções administrativas, mas diz que gosta de ser a governanta, talvez por
querer saber de cada detalhe do que se passa por ali. As Marias são um caso à
parte. São sete ao todo e cada qual se incumbe de alguma função importante. Há
duas que no momento se sobressaem, Maria das Almas cuja excelência na arte da
persuasão a torna excelente diplomata. E Maria Padilha, que ocupa o cargo de
Secretária de Defesa e diz que, muitas vezes para manter a paz é preciso fazer
a guerra. Maria Padilha, assim como Karina, assume outra função no Palácio.
Como adora facas, de vez em quando tira uma de sua volumosa saia, vive na
cozinha principal. Excelente Chef de cozinha, por vezes, divide com Diana a
tarefa de preparar deliciosas refeições. A Srª. M, Secretária da Guerra, ou melhor,
de Turismo, mas como diz que trava uma guerra toda vez que tenta negociar
alguma coisa em prol do Turismo ou mesmo explicar o que é. E Seu Miguel, Cerimonialista
e Festeiro. Há ainda duas crianças. Pedrinho e Beatriz, filhos de Diana e
Roberto. Pedrinho é um menino loirinho, doce e cujos seis anos fazem com que
seu peculiar gosto por animais de estimação pouco recomendáveis não passe
despercebido. Beatriz é ainda bebê, um ano e seis meses, loirinha também, cujos
cachinhos a tornam parecida com uma bonequinha. Sua pouca idade fez com que
Diana tenha tido que se afastar temporariamente de suas atividades junto aos
súditos.
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