sexta-feira, 25 de maio de 2012

2 - A Rainha do Petit










Sou jovem, alegre, tenho compaixão pelas pessoas, adoro cozinhar e amo minha linda família. Há percalços sim, quem não os têm? Recebi o Reino de Petit Gateau de herança de uma tia-bisavó que sequer sabia que existia. Ela era uma pessoa reservada, poder-se-ia mesmo dizer retraída, e que pouco fez para unir-se a família. Viveu em seu Reino absoluta e senhora de seus súditos. O Reino, pequenino, pouco mais de mil pessoas, seguia a margem do progresso que corria em seu redor. Parecia mesmo um Reino de contos de fadas. Tinha-se a sensação de que a qualquer momento sairia por detrás de alguma árvore um cavaleiro montado em seu cavalo e empunhando uma espada, pronto a salvar uma bela princesa do alto de uma torre. Tínhamos a impressão de que havíamos herdado um ‘elefante branco’. Até o dia em que Pedrinho, de sua maneira alegre e vivaz, tropeçou em um tapete e, ao se apoiar no grande espelho da sala de jantar, viu-se espantado com a enormidade da sala que apareceu por trás do espelho. Lá, bem no centro, havia um grande livro, imenso, para dizer a verdade, e nele toda a história do Reino, em várias e bem caprichadas letras. E lemos, extasiados, toda a vida de tantas rainhas que viveram para ajudar a aumentar o nível vibracional do planeta e das pessoas com as quais tinham oportunidade de encontrar. E ele estava ali, a nossa espera. A espera de que também escrevêssemos nossa história e nossa contribuição enquanto Trabalhadores da LUZ. Enquanto lemos maravilhados as mensagens de nossa Mãe Maria. Que pedia harmonia, fé e determinação para conduzirmos a missão a que nos propusemos. Caímos no choro, meu marido e eu, Pedrinho não entendia bem o que acontecia, mas nos abraçou e disse:
-Mãezinha, Paizinho, eu gosto muito de vocês!
E sua alma tão iluminada aqueceu nossos corações e nos deu a certeza de que a partir daquele momento era nosso o compromisso de escrever da melhor forma aquele lindo e imenso livro.

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