-Não, não e não.
-Pedrinho meu amor a mamãe precisa
saber o porquê desta choradeira toda.
-Eu já disse que não falo.
Ouço passos largos e apressados, era
Karina. Já pude imaginar do que se tratava. Devia ser algum ‘amigo’ do
Pedrinho.
-Aconteceu alguma coisa Karina?
Perguntei já sobressaltada.
-Ah, foi o menino com um novo ‘amigo’,
ou ‘monstro’, como queirrrrrra.
-Era meu amigo sim, e vocês nunca me
deixam ficar muito tempo com eles. Saindo emburrado. Voltou em seguida no
encalço de uma copeira que trazia suco de ameixa com hortelã e bolinhos de
cenoura com cobertura de chocolate.
-Errrra uma tarrrântula, disse Karina.
Tentei não esboçar tanto horror na
minha fala e limitei a dizer a Pedrinho:
-Meu amor é perigoso.
-Mas mãezinha eu J U R O que não ia
machucá-la.
Ficamos incrédulas, eu e Karina...
Respirei fundo, dei-lhe um abraço e um
beijo e disse:
-Meu amor a mamãe fica preocupada é
contigo!
-Crrrrrrrrrrrrrrrrrrianças, sai
bufando Karina.
Ele era assim. Gostava de animais
exóticos e os chamava a todos de ‘amigos’. Quem éramos nós para dizer que não
podiam ser? Aos olhos das pessoas normais eram até criaturas assustadoras, para
ele, eram lindos. O que concluímos por este seu gosto é que, no fim, quem tinha
medo eram os animais, que acabavam sempre por fugir do Pedrinho.
kkkkkkkkkkkkkkkkkk, O Pedrinho é demais!!!
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